Ads 468x60px

Mostrando postagens com marcador Tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tecnologia. Mostrar todas as postagens

Decisão judicial proíbe venda de celulares bloqueados no Brasil

Imagem ilustrativa de celularPor decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, as operadoras de telefonia móvel estão, a partir de agora, proibidas de comercializar aparelhos telefônicos bloqueados no Brasil, isto é, celulares que não funcionam nas redes de outras prestadoras após a troca do cartão SIM.
De acordo com o Ministério Público Federal, entidade responsável pela abertura da ação, o bloqueio de celulares não é uma prática razoável porque condiciona o consumidor a ficar atrelado a uma única prestadora. As operadoras, por sua vez, argumentam que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) permite o bloqueio de aparelhos por até doze meses como forma de fidelização e que, nestes casos, normalmente a empresa arca com os custos dos dispositivos para conceder determinados benefícios.
No entanto, para o desembargador federal Souza Prudente, relator do processo, a autorização da Anatel favorece a prática de “venda casada”, ferindo os direitos do consumidor. A desembargadora federal Selene Almeida vai mais longe: em sua visão, o que as operadoras “estão fazendo, através de descontos concedidos em troca de aparelhos, é restituírem-se do desconto com a prestação do serviço, já que o valor das mensalidades acaba por pagar, com sobras, os benefícios concedidos”.
As operadoras que descumprirem a medida estarão sujeitas a multas de 50 mil reais por dia. Vale frisar, no entanto, que ainda é possível recorrer da decisão, o que deixa claro que esta disputa pode ir longe. De qualquer forma, de acordo com as normas da Anatel, consumidores que adquirirem telefones bloqueados têm o direito de solicitar o desbloqueio gratuito junto às operadoras.
Referência: Agência Brasil.
Fonte: http://www.infowester.com

Formatos de imagens: JPEG, GIF, PNG e outros

Introdução

No início, os computadores eram capazes de exibir apenas linhas de textos. Com o aperfeiçoamento constante de recursos gráficos, tanto de hardware quanto de software, formas e cores variadas passaram a fazer parte da rotina de quem utiliza essas máquinas, situação que, aos poucos, resultou no surgimento de formatos variados de imagens. Muito destes se popularizaram com a internet. É o caso dos padrões JPEG, GIF e PNG, cujas principais características o InfoWester apresenta a seguir. De quebra, o texto também mostrará brevemente outros formatos conhecidos, mas menos utilizados: Bitmap, TIFF, RAW e SVG. Por fim, explicará o que é Exif.

Formato JPEG (JPG)

O formato JPEG, cuja sigla significa Joint Pictures Expert Group, teve sua primeira especificação disponibilizada em 1983 por um grupo que leva o mesmo nome. É um dos padrões mais populares da internet por aliar duas características importantes: oferece níveis razoáveis de qualidade de imagem e gera arquivos de tamanho pequeno quando comparado a outros formatos, facilitando o seu armazenamento e a sua distribuição.
O JPEG possibilita isso porque é um formato que utiliza compressão de imagens. Mas, o que é isso? Em poucas palavras, compressão consiste na eliminação de dados redundantes nos arquivos. No caso de imagens, é possível fazer a compressão de forma que a retirada de informações não prejudique a qualidade (lossless - sem perda), assim como é possível utilizar níveis maiores de compressão que causam perdas visíveis (lossy - com perda).
Este último é o que acontece no JPEG: neste formato, quanto maior o nível de compressão, menor será o tamanho do arquivo, porém pior será a qualidade da imagem. O nível de compressão pode ser determinado em programas de tratamentos de imagens. Cada vez que uma mesma imagem JPEG é salva, costuma-se perder qualidade, já que, geralmente, o software utilizado para tratá-la aplica compressão, mesmo que mínima, toda vez que esta ação é realizada.
JPEG com menor taxa de compressão
JPEG com menor taxa de compressão
A mesma imagem, mas com maior compressão
A mesma imagem, mas com maior compressão
O JPEG é capaz de trabalhar com quase 16,8 milhões de cores (24 bits). Essa característica, aliada à capacidade de compressão que reduz o tamanho dos arquivos, faz do formato uma excelente opção para a distribuição de imagens fotográficas, tanto que o formato é muito utilizado para a geração de imagens em câmeras digitais. Isso porque, mesmo havendo perda de qualidade, esta ocorre de maneira pouco ou nada perceptiva, desde que, é claro, não haja "abuso" do uso de compressão nem salvamentos frequentes. No caso de atividades profissionais, é recomendável o uso de formatos que preservam a qualidade.
Arquivos em JPEG geralmente são utilizados com as extensões .jpg (mais frequente) e .jpeg, podendo haver outras de acordo com os algoritmos utilizados. Saiba mais em www.jpeg.org.

Formato GIF

Sigla para Graphics Interchange Format, o GIF é outro formato bastante popular na internet. Foi criado pela CompuServe em 1987 e, assim como o JPEG, gera arquivos de tamanho reduzido, no entanto, seu uso não é muito comum em fotografias, já que é capaz de trabalhar com apenas 256 cores (8 bits). Assim, sua utilização é muito comum em ícones, ilustrações ou qualquer tipo de imagem que não necessita de muitas cores.
Há, no entanto, uma característica que faz o formato GIF ser conhecido até os dias de hoje: graças a uma revisão realizada em 1989, o padrão passou a ter a capacidade de suportar animações. Em outras palavras, o GIF passou a permitir a inserção de uma sequência de imagens em um único arquivo. Assim, quando um GIF nesta condição é exibido, cada uma das imagens inseridas é mostrada seguindo uma ordem, dando ao usuário a sensação de movimento.
Exemplo de GIF animado
Exemplo de GIF animado
O formato GIF ainda tem outro diferencial: é capaz de permitir um efeito conhecido como fundo transparente. Isso significa que um arquivo GIF pode ter áreas da imagem que assimilam a cor do local onde está sendo exibido, como se fosse, de fato, uma transparência. Por exemplo: se uma imagem GIF estiver sendo mostrada em uma página Web com fundo verde, as áreas “transparentes” do arquivo serão mostrados na mesma cor.
O GIF também utiliza compressão, mas esta não causa perda de qualidade, mesmo se a imagem for guardada várias vezes. Aqui, há uma curiosidade: o algoritmo de compressão mais comum do GIF é o Lempel-Ziv-Welch (LZW), cuja patente pertencia à Unisys. Aparentemente, a CompuServe não sabia disso. Como consequência, em 1995, a Unisys passou a cobrar empresas responsáveis por programas de edição de imagens pelo uso do algoritmo em questão. A patente expirou em 2003, fazendo com que a cobrança não fosse mais permitida.
A extensão dos arquivos no formato GIF é .gif. Por exemplo: infowester.gif.

Formato PNG

O formato PNG, sigla para Portable Network Graphics, é um dos padrões mais recentes, com a sua primeira especificação surgindo em 1996. Seu desenvolvimento foi motivado, em parte, pela restrição de patente existente no formato GIF, conforme explica o tópico anterior.
O PNG reúne, portanto, as características que tornaram o GIF tão bem aceito: animação, fundo transparente e compressão sem perda de qualidade, mesmo com salvamentos constantes do arquivo. Porém, conta com um grande diferencial: suporta milhões de cores, não apenas 256, sendo, com isso, uma ótima opção para fotos.
No aspecto da animação, o PNG, por si só, não possui tal capacidade. O que acontece é que há uma variação chamada APNG (Animated Portable Network Graphics) que permite essa característica. O esquema é o mesmo do padrão GIF: uma sequência de imagens inseridas em um único arquivo. No caso, a primeira imagem é um arquivo PNG "normal", que é exibido em situações onde, por algum motivo, a animação não pode ser executada. Há também uma variação chamada MNG (Multiple-image Network Graphics) que possui a mesma finalidade.
Imagens no formato PNG possuem extensão .png, mesmo nas variações de animação, embora, neste último caso, possa ser utilizado também nomes com .mng e .apng.
O PNG é um formato livre, criado desde o início para ser utilizado em qualquer aplicação sem necessidade de pagamentos de licenças ou afins. Sua utilização é apoiada pela W3C.

Comparativo entre JPEG, PNG e GIF

As imagens a seguir são oriundas da mesma foto e estão, respectivamente, nos formatos JPEG, PNG e GIF:
Imagem em JPEG
Imagem em JPEG
Imagem em PNG
Imagem em PNG
Imagem em GIF
Imagem em GIF
Note que a imagem em JPEG tem qualidade aceitável para uma simples observação, mas se você observar bem, perceberá que a figura em PNG exibe detalhes com mais nitidez. Isso porque a primeira passou por um processo de compressão que reduziu bem o seu tamanho, mas comprometeu um pouco a sua qualidade. A segunda figura, em PNG, também passou por compressão, mas não perdeu qualidade.
Como a imagem original é rica em cores, perdeu bastante qualidade quando foi convertida para GIF, deixando claro que o formato não é adequado para fotos como essa.
Quando as três imagens são ampliadas, as diferenças ficam mais visíveis:
Comparativo entre GIF, JPEG e PNG
Comparativo entre GIF, JPEG e PNG

Outros formatos de imagens

Os formatos JPEG, PNG e GIF são os mais utilizados, principalmente na internet, mas obviamente, não são os únicos. A seguir você confere uma breve descrição de alguns padrões conhecidos, mas menos utilizados.

Formato Bitmap

O Bitmap é um dos formatos de imagens mais antigos e também um dos mais simples. Bastante utilizado nos sistemas operacionais Microsoft Windows, as imagens neste formato podem suportar milhões de cores e preservam os detalhes.
No entanto, os arquivos neste padrão costumam ser muitos grandes, já que não utilizam compressão. Isso até é possível em imagens com 256 cores ou  menos, mas não é comum.
Arquivos em Bitmap podem ter extensão .dib (Device Independent Bitmap) ou BMP (este último, padrão do Windows) e não suportam “fundo transparente”.

Formato TIFF

Sigla para Tagged Image File Format, o TIFF consiste em um formato muito utilizado em aplicações profissionais, como imagens para finalidades médicas ou industriais. Criado em 1986 pela Aldus, companhia posteriormente adquirida pela Adobe, também é muito utilizado em atividades de digitalização, como scanner e fax, o que, na verdade, motivou o seu desenvolvimento.
O formato TIFF oferece grande quantidade de cores e excelente qualidade de imagem, o que aumenta consideravelmente o tamanho dos seus arquivos, embora seja possível amenizar este aspecto com compressão sem perda de informações.
Um detalhe interessante é que o formato TIFF suporta o uso de camadas, isto é, pode-se utilizar versões diferenciadas da imagem a ser trabalhada em um único arquivo.
Imagens em TIFF geralmente utilizam extensão .tif ou .tiff e suportam "fundo transparente".

Formato RAW

O formato RAW (traduzindo, algo como "cru") é um pouco diferente dos demais. Trata-se de um padrão que guarda todos os dados de uma foto, tal como esta foi gerada na câmera digital, sem aplicação de efeitos ou ajustes. Por causa disso, oferece alta qualidade de imagem e maior profundidade de cores. É claro que quando uma foto RAW é comprimida pode haver perda de qualidade, mesmo que ligeira. Apesar disso, essa opção muitas vezes é considerada, já que imagens neste padrão costumam resultar em arquivos grandes.
Boa parte das câmeras permite ao usuário escolher o formato das fotografias, sendo o formato RAW uma opção. E por qual motivo escolhê-lo? Como os arquivos neste padrão são “puros”, o editor tem a liberdade de utilizar a imagem do jeito como foi capturada e aplicar seus próprios efeitos ou ajustes. O resultado final pode ser uma foto belíssima, mesmo quando esta for, posteriormente, convertida para um formato mais “usável”, como JPEG ou PNG. Isso faz com que o RAW seja apelidado de “negativo das câmeras digitais”, embora não seja necessariamente isso.
Arquivos no formato RAW admitem várias extensões. Isso porque cada fabricante de câmera digital trabalha com as suas próprias especificações.

Formato SVG

SVG é a sigla para Scalable Vector Graphics e, tal como o nome indica, trabalha com imagens vetoriais. Trata-se de um formato aberto, desenvolvido pela W3C e que surgiu oficialmente em 2001. Em vez de ser baseado em pixels, isto é, os “pontinhos” que formam as imagens, tal como nos padrões mostrados anteriormente, o SVG utiliza a linguagem XML para descrever como o arquivo deve ser.
Graças a isso, o SVG consegue trabalhar bem tanto com figuras estáticas quanto com imagens animadas. Além disso, por ser um padrão vetorial, imagens no formato podem ser ampliadas ou reduzidas sem causar perda de qualidade.
Arquivos neste formato têm extensão .svg ou .svgz e suportam efeitos de transparência. Saiba mais em www.w3.org/Graphics/SVG.

E o formato WebP?

Talvez você ouça falar muito do WebP. Ou não. Trata-se de um formato de imagens apresentado pelo Google em outubro de 2010 que tem a proposta de permitir a geração de arquivos com tamanho reduzido e, ao mesmo, boa qualidade de imagem.
Para isso, o padrão utiliza um esquema de compressão que faz com que a perda de qualidade seja a menor possível aos olhos humanos. De acordo com o Google, esse método é capaz de gerar arquivos quase 40% menores que imagens em JPEG.
O Google decidiu desenvolver o WebP porque, de acordo com suas pesquisas, cerca de 65% dos dados que circulam na internet correspondem a imagens, sendo que, destas, 90% estão no padrão JPEG. Portanto, a adoção plena de um formato mais leve diminuiria a quantidade de dados trafegados e reduziria gastos com armazenamento e processamento, assim com deixaria o carregamento de páginas Web mais rápido.
O problema é que o JPEG é um formato tão difundido que será uma tarefa difícil substituí-lo. Saiba mais sobre WebP em code.google.com/speed/webp.

Exif

Sigla para Exchangeable Image File Format, Exif não é um formato de imagem, mas sim uma espécie de tabela de dados que contém informações sobre arquivos JPEG e TIFF.
Estas informações geralmente são adicionadas à imagem em câmeras digitais. Observe a figura abaixo (os dados mostrados podem ser visualizados nesta página):
Dados de Exif de uma imagem no Flickr
Dados de Exif de uma imagem no Flickr
Perceba que o Exif fornece várias informações sobre a imagem, como modelo da câmera que a originou, resolução, orientação (vertical ou horizontal), data de criação, taxa de exposição, velocidade do obturador, entre outros. Com o Exif, é possível até mesmo incluir dados de localização geográfica na imagem.
Caso você queira visualizar o Exif de uma foto, pode utilizar programas de edição ou visualização de imagens, já que boa parte deles possui esta função. Às vezes não é preciso ir tão longe: para usuários do Windows 7, por exemplo, basta clicar com o botão direito do mouse na imagem, selecionar Propriedades e, por fim, escolher Detalhes. Os dados do Exif aparecerão em seguida.

Finalizando

Diante de tantas opções, qual formato de imagem escolher? Como você viu no decorrer do texto, cada padrão tem uma proposta, uma finalidade, sendo assim, o mais importante de tudo é saber o que cada formato pode oferecer para que você possa fazer a escolha mais apropriada à sua necessidade.
Fonte: http://www.infowester.com

Vírus de computador e outros malwares: o que são e como agem

Introdução

Vírus de computador são pequenos programas capazes de causar grandes transtornos a indivíduos, empresas e outras instituições, afinal, podem apagar dados, capturar informações, alterar ou impedir o funcionamento do sistema operacional e assim por diante. Como se não bastasse, há ainda outros softwares parecidos, como cavalos de troia, worms, hijackers, spywares e outros. Neste artigo, você saberá um pouco sobre como agem essas "pragas digitais" e conhecerá as diferenças básicas entre elas.

Antes, o que é um malware?

É comum pessoas chamarem de vírus todo e qualquer programa com fins maliciosos. Mas, tal como indica o primeiro parágrafo do texto, há vários tipos de "pragas digitais", sendo os vírus apenas uma categoria delas.
Atualmente, usa-se um termo mais aquedado para generalizar esses programas: a denominação malware, uma combinação das palavras malicious e software que significa "programa malicioso".
Portanto, malware nada mais é do que um nome criado para quando necessitamos fazer alusão a um programa malicioso, seja ele um vírus, um worm, um spyware, etc.

O que é vírus de computador?

Como você já sabe, um vírus é um programa com fins maliciosos, capaz de causar transtornos com os mais diversos tipos de ações: há vírus que apagam ou alteram arquivos dos usuários, que prejudicam o funcionamento do sistema operacional danificando ou alterando suas funcionalidades, que causam excesso de tráfego em redes, entre outros.
Os vírus, tal como qualquer outro tipo de malware, podem ser criados de várias formas. Os primeiros foram desenvolvidos em linguagens de programação como C e Assembly. Hoje, é possível encontrar inclusive ferramentas que auxiliam na sua criação.

Como os vírus agem?

Imagem ilustrativa de vírus
Os vírus recebem esse nome porque possuem características de propagação que lembram os vírus reais, isto é, biológicos: quando um vírus contamina um computador, além de executar a ação para o qual foi programado, tenta também se espalhar para outras máquinas, tal como fazem os vírus biológicos nos organismos que invadem. Antigamente, os vírus tinham um raio de ação muito limitado: se propagavam, por exemplo, toda vez que um disquete contaminado era lido no computador. Com o surgimento da internet, no entanto, essa situação mudou drasticamente, para pior.
Isso acontece porque, com a internet, os vírus podem se espalhar de maneira muito mais rápida e contaminar um número muito mais expressivo de computadores. Para isso, podem explorar vários meios, entre eles:
  • Falhas de segurança (bugs): sistemas operacionais e outros programas não são softwares perfeitos e podem conter falhas. Estas, quando descobertas por pessoas com fins maliciosos, podem ser exploradas por vírus, permitindo a contaminação do sistema, muitas vezes sem o usuário perceber;
  • E-mails: essa é uma das práticas mais exploradas. O usuário recebe mensagens que tentam convencê-lo a executar um arquivo anexado ou presente em um link. Se o usuário o fizer sem perceber que está sendo enganado, certamente terá seu computador contaminado;
  • Downloads: o usuário pode baixar um arquivo de um determinado site sem perceber que este pode estar infectado.
Os vírus também podem se propagar através de uma combinação de meios. Por exemplo, uma pessoa em um escritório pode executar o anexo de um e-mail e, com isso, contaminar o seu computador. Em seguida, este mesmo vírus pode tentar explorar falhas de segurança de outros computadores da rede para infectá-los.

Outros tipos de malwares

Como você já sabe, os vírus não são os únicos malwares que existem. A definição do que a praga é ou não é depende, essencialmente, de suas ações e formas de propagação. Eis os tipos mais comuns:

Cavalo de troia (trojan)

Cavalos de troia (ou trojans) são um tipo de malware que permitem alguma maneira de acesso remoto ao computador após a infecção. Esse tipo de praga pode ter outras funcionalidades, como capturar de dados do usuário para transmití-los a outra máquina.
Para conseguir ingressar no computador, o cavalo de troia geralmente se passa por outro programa ou arquivo. O usuário pode, por exemplo, fazer um download pensando se tratar de uma ferramenta para um determinado fim quando, na verdade, se trata de um trojan.
Esse tipo de malware não é desenvolvido para se replicar. Quando isso acontece, geralmente trata-se de uma ação conjunta com um vírus.

Worm (verme)

Os worms (ou vermes, nome pouco usado) podem ser interpretados como um tipo de vírus mais inteligente que os demais. A principal diferença está na forma de propagação: os worms podem se esplhar rapidamente para outros computadores - seja pela internet, seja por meio de uma rede local - de maneira automática.
Explica-se: para agir, o vírus precisa contar com o "apoio" do usuário. Isso ocorre, por exemplo, quando uma pessoa baixa um anexo contaminado de um e-mail e o executa. Os worms, por sua vez, podem infectar o computador de maneira totalmente discreta, explorando falhas em aplicativos ou no próprio sistema operacional. É claro que um worm também pode contar com a ação de um usuário para se propagar, pois geralmente esse tipo de malware é criado para contaminar o máximo de computadores possível, fazendo com que qualquer meio que permita isso seja aceitável.

Spyware

Spywares são programas que "espionam" as atividades dos usuários ou capturam informações sobre eles. Para contaminar um computador, os spywares geralmente são "embutidos" em softwares de procedência duvidosa, quase sempre oferecidos como freeware ou shareware.
Os dados capturados são posteriormente transmitidos pela internet. Estas informações podem ser desde hábitos de navegação do usuário até senhas.

Keylogger

Keyloggers são pequenos aplicativos que podem vir embutidos em vírus, spywares ou softwares de procedência duvidosa. Sua função é a de capturar tudo o que é digitado pelo usuário. É uma das formas utilizadas para a captura de senhas.

Hijacker

Hijackers são programas ou scripts que "sequestram" navegadores de internet. As principais vítimas eram as versões mais antigas do Internet Explorer. Um hijacker pode, por exemplo, alterar a página inicial do browser e impedir o usuário de mudá-la, exibir propagandas em janelas novas, instalar barras de ferramentas e impedir o acesso a determinados sites (páginas de empresas de antivírus, por exemplo). Felizmente, os navegadores atuais contam com mais recursos de segurança, limitando consideravelmente a ação desse tipo de praga digital.

Rootkit

Esse é um dos tipos de malwares mais perigosos. Podem ser utilizados para várias finalidades, como capturar dados do usuário. Até aí, nenhuma novidade. O que torna os rootkits tão ameaçadores é a capacidade que possuem para dificultar a sua detecção por antivírus ou outros softwares de segurança. Em outras palavras, os rootkits conseguem se "camuflar" no sistema. Para isso, desenvolvedores de rootkits podem fazer uso de várias técnicas avançadas, como infiltrar o malware em processos ativos na memória, por exemplo.
Além de difícil detecção, os rootkits também são de difícil remoção. Felizmente, sua complexidade de desenvolvimento faz com que não sejam muito numerosos.

Alguns dos malwares mais conhecidos

Atualmente, práticas de segurança mais rigorosas e recursos de proteção mais eficientes estão limitando consideravelmente as atividades dos malwares, embora este ainda seja um problema longe de ter um fim. Em um passado não muito distante, algumas dessas pragas se destacaram tanto que "entraram para a história". Eis algumas delas:
  • Jerusalem (Sexta-feira 13): lançado em 1987, o vírus Jerusalem (apelido "Sexta-Feira 13") era do tipo time bomb", ou seja, programado para agir em uma determinada data, neste caso, em toda sexta-feira 13, como o apelido indica. Infectava arquivos com extensão .exe, .com, .bin e outros, prejudicando o funcionamento do sistema operacional;
  • Melissa: criado em 1999, o vírus Melissa era um script de macro para o programa Word, da Microsoft. Foi um dos primeiros a se propagar por e-mail: ao contaminar o computador, mandava mensagens infectadas para os 50 primeiros endereços da lista de contatos do usuário. O malware causou prejuízo a empresas e outras instituições pelo tráfego excessivo gerado em suas redes;
  • ILOVEYOU: trata-se de um worm que surgiu no ano 2000. Sua propagação se dava principalmente por e-mail, utilizando como título uma frase simples, mas capaz de causar grande impacto nas pessoas: "ILOVEYOU" (eu te amo), o que acabou originando o seu nome. A praga era capaz de criar várias cópias suas no computador, sobrescrever arquivos, entre outros;
  • Code Red: worm que surgiu em 2001 e que se espalhava explorando uma falha de segurança nos sistemas operacionais Windows NT e Windows 2000. O malware deixava o computador lento e, no caso do Windows 2000, chegava inclusive a deixar o sistema inutilizável;
  • MyDoom: lançado em 2004, este worm utilizava os computadores infectados como "escravos" para ataques DDoS. Se espalhava principalmente por programas de troca de arquivos (P2P) e e-mails. Neste último, além de buscar endereços nos computadores contaminados, procurava-os também em sites de busca.

Falsos antivírus

Não é novidade para ninguém que o meio mais utilizado como proteção contra vírus e outros malwares são os antivírus. Cientes disso, "delinquentes virtuais" passaram a explorar essa característica a seu favor: criaram falsos antivírus.
A propagação desse tipo de software é feita de várias maneiras. Nas mais comuns, sites de conteúdo duvidoso exibem propagandas que se passam por alertas de segurança. Se o usuário clicar na mensagem, será convidado a baixar um programa ou acessar uma página que supostamente faz varreduras em seu computador.
A suposta ferramenta, que inclusive costuma ter interface que lembra os antivírus mais conhecidos do mercado, simula uma varredura que aponta a existência de um ou mais malwares no computador e se oferece para limpar o sistema mediante pagamento. Mas tudo não passa de simulação.
A dica mais recomendada, neste caso, é a de utilizar sempre antivírus de empresas de segurança reconhecidas. Você encontra uma lista desses programas no tópico a seguir.

Antivírus

O mercado conta com antivírus pagos e gratuitos (estes, geralmente com menos recursos). Alguns programas, na verdade, consistem em pacotes de segurança, já que incluem firewall e outras ferramentas que complementam a proteção oferecida pelo antivírus. Eis uma lista com as soluções mais conhecidas:
  • AVG: mais conhecida por suas versões gratuitas, mas também possui edições paga com mais recursos - www.avg.com;
  • Avast: conta com versões pagas e gratuitas - www.avast.com;
  • Microsoft Security Essentials: gratuito para usuários domésticos de licenças legítimas do Windows - www.microsoft.com/security_essentials;
  • Norton: popular antivírus da Symantec. Possui versões de testes, mas não gratuitas - www.norton.com;
  • Panda: possui versões de testes, mas não gratuitas - www.pandasecurity.com;
  • Kaspersky: possui versões de testes, mas não gratuitas - www.kaspersky.com;
  • Avira AntiVir: mais conhecida por suas versões gratuitas, mas também possui edições pagas com mais recursos - www.avira.com;
  • NOD32: possui versões de testes, mas não gratuitas - www.eset.com;
  • McAfee: uma das soluções mais tradicionais do mercado. Possui versões de testes, mas não gratuitas - www.mcafee.com;
  • F-Secure: pouco conhecida no Brasil, mas bastante utilizada em outros países. Possui versões de testes, mas não gratuitas - www.f-secure.com;
  • BitDefender: conta com versões pagas e gratuitas - www.bitdefender.com.
Microsoft Security Essentials
Microsoft Security Essentials
Essa lista foi elaborada com base em soluções oferecidas para os sistemas operacionais Windows, da Microsoft, no entanto, praticamente todas os desenvolvedores destes softwares oferecem soluções para outras plataformas, inclusive móveis. Muitas deles também oferecem ferramentas de verificação que funcionam a partir da internet.

Dicas de proteção

Muita gente pensa que basta ter um antivírus no computador e estará livre de malwares. De fato, esse tipo de software tem um papel importante, mas nem mesmo a melhor solução consegue ser 100% eficiente. A arma mais poderosa, portanto, é a prevenção. Eis algumas dicas simples, mas essenciais para isso:
  • Aplique as atualizações do sistema operacional e sempre use versões mais recentes dos programas instalados nele;
  • Tome cuidado com anexos e link em e-mails, mesmo quando a mensagem vier de pessoas conhecidas;
  • O mesmo cuidado deve ser dado a redes sociais (Facebook, orkut, Twitter, etc) e a serviços como o Windows Live Messenger;
  • Antes de baixar programas desconhecidos, busque mais informações sobre ele em mecanismos de buscas ou em sites especializados em downloads;
  • Tome cuidado com os sites que visita. É muito comum, por exemplo, a propagação de malwares em páginas de conteúdo adulto;
  • Ao instalar um antivírus, certifique-se de que este é atualizado regularmente, do contrário, o programa não será capaz de identificar novos vírus ou variações de pragas já existentes;
  • Faça uma varredura com o antivírus periodicamente no computador todo. Também utilize o programa para verificar arquivos baixados pela internet;
  • Vírus também podem ser espalhar por cartões SD, pendrives e aparelhos semelhantes, portanto, sempre verifique o conteúdo dos dispositivos removíveis e, se possível, não utilize-os em computadores públicos (faculdade, escola, lan house, etc).
Confira outras dicas de segurança aqui.

Finalizando

Antes de encerrarmos este artigo, é conveniente desmentirmos uma crença: a de que vírus e afins podem danificar o hardware do computador. Malwares são softwares, portanto, não podem queimar ou fazer com que um componente exploda, por exemplo.
O que pode acontecer é de uma praga conseguir danificar o firmware de algum dispositivo, isto é, o software que o faz funcionar. Mas esse é um procedimento bastante complexo e, consequentemente, muito difícil de ocorrer.
É importante esclarecer também que o simples ato de baixar um vírus não contamina imediatamente o computador. É necessário que alguma ação - um clique do usuário, por exemplo - o faça entrar em ação.
Fonte: http://www.infowester.com/malwares.php

Como criar "cabo crossover" e "cabo direto"

Introdução
Se você tem dois ou três computadores em casa ou em seu escritório, certamente tem interesse em conectá-los em rede para compartilhar impressoras, arquivos e a conexão à internet. Para isso, a ação mais comum é a criação de um cabo crossover ou de um cabo direto. Este tutorial ensinará como criá-los.

Itens necessários
 Neste tutorial, o InfoWester fará uso dos seguintes itens para a montagem (ou crimpagem) de cabos crossover e direto:
- Alicate de crimpagem;
- Conectores RJ-45;
- Cabo UTP padrão CAT 5 (tamanho variável de acordo com a necessidade).
O alicate de crimpagem é usado para prender as pontas do cabo UTP aos conectores RJ-45. Estes, por sua vez, são conectados à placa de rede do computador ou ao hub/switch.
Alicate de crimpagem

Cabo crossover ou cabo direto?
Conectores RJ-45Quando queremos montar um cabo para interligar dois computadores, não precisamos utilizar dispositivos como hubs, já que pode-se ligar uma máquina à outra diretamente. Neste caso, o cabo do tipo "crossover" (cruzado ou invertido) deve ser utilizado.
Por outro lado, quando três ou mais computadores devem ser interligados, um equipamento como o hub se mostra ideal. Neste caso, é necessário criar um cabo para cada computador e conectá-los ao hub. No entanto, o cabo tipo crossover não serve a esse propósito, devendo ser utilizado o cabo do tipo "direto", também conhecido como "patch cable".
Em resumo, para ligar computador a computador, usa-se cabo crossover. Para ligar computador a hub, usa-se cabo direto. A diferença entre eles é que o cabo crossover tem a disposição de seus fios de maneira diferente em uma ponta em relação à outra, enquanto que o cabo direto tem a disposição dos fios iguais em cada extremidade.

OBS.: o cabo crossover também deve ser usado quando é necessário conectar um hub a outro.

Um pouco mais sobre o cabo
O cabo UTP é um dos mais usados para a criação de redes de computadores baseadas em fios. Seu desenvolvimento foi fruto dos trabalhos da Electrical Industrial American (EIA) e da Telecomunications Industrial American (TIA), que pesquisaram o desenvolvimento de um meio de comunicação eficiente para redes. Após essa definição, a Bell Laboratories trabalhou no desenvolvimento do cabo UTP (Unshilded Twisted Par).
Nas redes padrão Ethernet praticamente são só usados cabos UTP CAT 5. Isso quer dizer que esse tipo de cabo é composto por quatro pares de fios e opera à freqüência de 100 MHz.
A foto abaixo mostra os pares de fio. Repare que eles são combinações das cores laranja, azul, verde e marrom com correspondentes na cor branca. Assim, um fio na cor azul tem como par um fio nas cores azul e branco. Um fio na cor verde tem como par um fio nas cores verde e branco, e assim por diante:
Fios de cabo de rede
É mais comum encontrar cabos UTP com revestimento na cor azul, no entanto, não é difícil encontrar cabos em outras cores.

Montando o cabo direto
O primeiro passo para montar o cabo consiste em tirar parte do revestimento (em cerca de 1 cm) das extremidades do cabo, deixando expostos os fios. Para isso, deve-se usar um alicate de corte (alguns alicates de crimpagem contam com esse recurso, como o modelo usado neste tutorial), mas tome cuidado para não cortar os fios. Em seguida, deve-se colocá-los na seguinte ordem:
Esquema EIA/TIA 568A
Essa seqüência é conhecida como norma EIA/TIA 568A.
Conector incorretoApós a realização desse passo, é necessário encaixar o conector RJ-45, tomando-se o cuidado de fazer com que cada fio entre no orifício correspondente. Para isso, segure o conector firmemente em uma mão e a ponta do cabo na outra. Insira os fios vagarosamente, certificando-se de que nenhum ficou pelo caminho. Se ao atingir o final do conector você notar que algum fio tem alguma diferença de tamanho ou está mais atrás em relação aos outros, refaça o procedimento. Os fios devem ter o mesmo tamanho e todos devem chegar ao final dos orifícios do conector.
É muito importante que o revestimento do cabo também entre no conector. Do contrário, será mais fácil ocorrer o rompimento dos fios. A figura ao aldo mostra essa situação.
Após ter certeza de que o cabo está devidamente inserido no conector, é hora de crimpar. Para isso, coloque o conector dentro do espaço correspondente do alicate de crimpagem (consulte a folha de instruções que acompanha o produto para não errar). Segure o cabo com uma mão e com a outra pressione o alicate. Após o cabo estar relativamente preso, reforce o procedimento apertando o alicate com as duas mãos. Aperte bem, mas tome cuidado para não exagerar e danificar o conector.
Crimpando cabo
Se você notar algum problema após crimpar o cabo, não será possível tirar o conector. A saída é cortar o cabo nesse ponto e repetir todos os passos.
O cabo direto tem as duas pontas iguais, logo basta repetir os procedimentos acima para a outra ponta. Se tudo se sair bem seu cabo direto está pronto para ser usado!

Montando o cabo crossover
O cabo crossover deve ter uma ponta no padrão EIA/TIA 568A. Logo, faça os procedimentos do tópico anterior em um dos lados do cabo.
Feito isso, na outra extremidade, é necessário que os fios sejam posicionados no conector RJ-45 na seguinte ordem:
Esquema EIA/TIA 568B
Essa seqüência é conhecida como norma EIA/TIA 568B.
Concluídos esses passos, o cabo crossover estará pronto para o uso.

Finalizando 

Nas primeiras vezes que você crimpar um cabo, certamente sentirá alguma dificuldade. É possível que você tenha até que refazer alguns passos. Se isso ocorrer, não se preocupe, é normal. Com a prática, você dominará o assunto rapidamente.
Por fim, segue uma dica: se você passar a fazer crimpagem de cabos com freqüência, é bastante recomendável usar um aparelho conhecido como testador de cabo. Nele, você conecta as extremidades dos cabos e o aparelho indicará se o cabo está perfeito ou se apresenta alguma falha. Existem vários modelos desses dispositivos, por isso, procure uma loja especializada para escolher um que lhe atenda. Bom trabalho!
Fonte: http://www.infowester.com

O que é Tecnologia da Informação (TI)?

Introdução

No início, os computadores eram tidos apenas como "máquinas gigantes" que tornavam possível a automatização de determinadas tarefas em instituições de ensino/pesquisa, grandes empresas e nos meios governamentais. Com o avanço tecnológico, tais máquinas começaram a perder espaço para equipamentos cada vez menores, mais poderosos e mais confiáveis. Como se não bastasse, a evolução das telecomunicações permitiu que, aos poucos, os computadores passassem a se comunicar, mesmo estando em lugares muito distantes geograficamente.
Mas perceba que, desde as máquinas mais remotas e modestas até os computadores mais recentes e avançados, o trabalho com a informação sempre foi o centro de tudo. É por isso que a expressão Tecnologia da Informação (TI) é tão popular. Mas o que vem a ser isso?

Antes de tudo, a informação

A informação é um patrimônio, é algo que possui valor. Quando digital, não se trata apenas de um monte de bytes aglomerados, mas sim de um conjunto de dados classificados e organizados de forma que uma pessoa, uma instituição de ensino, uma empresa ou qualquer outra entidade possa utilizar em prol de algum objetivo.
A informação é tão importante que pode inclusive determinar a sobrevivência ou a descontinuidade das atividades de um negócio, por exemplo. E não é difícil entender o porquê. Basta imaginar o que aconteceria se uma instituição financeira perdesse todas as informações de seus clientes ou que uma pessoa poderia ficar rica da noite para o dia porque conseguiu descobrir uma informação valiosa analisando um grande volume de dados.
É por tamanha importância que, apesar de possível, muito dificilmente uma entidade de grande porte consegue perder suas informações, principalmente quando se trata de bancos, cadeias de lojas, companhias aéreas, instituições de pesquisas e afins. Por outro lado, se tem uma coisa que ocorre com bastante frequência é o uso inadequado de informações ou, ainda, a subutilização destas. É nesse ponto que a Tecnologia da Informação pode ajudar.

Tecnologia da Informação

TI A Tecnologia da Informação (TI) pode ser definida como o conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de computação que visam permitir o armazenamento, o acesso e o uso das informações. Na verdade, as aplicações para TI são tantas - estão ligadas às mais diversas áreas - que há várias definições para a expressão e nenhuma delas consegue determiná-la por completo.
Sendo a informação um patrimônio, um bem que agrega valor e dá sentido às atividades a utilizam, é necessário fazer uso de recursos de TI de maneira apropriada, ou seja, é preciso utilizar ferramentas, sistemas ou outros meios que façam das informações um diferencial. Além disso, é necessário buscar soluções que tragam bons resultados, isto é, que permitam transformar as informações em algo de maior valor ainda, principalmente se isso for feito considerando o menor custo possível.
A questão é que não existe "fórmula mágica" para determinar como utilizar da melhor maneira as informações. Tudo depende da cultura, do mercado, do segmento e de outros aspectos relacionados ao negócio ou à atividade. As escolhas precisam ser bem feitas. Do contrário, gastos desnecessários ou, ainda, perda de desempenho e competitividade podem ser a consequência.
Tome como base o seguinte exemplo: se uma empresa renova seu parque de computadores comprando máquinas com processadores velozes, muita memória e placa de vídeo 3D para funcionários que apenas precisam utilizar a internet, trabalhar com pacotes de escritório ou acessar a rede, a companhia fez gastos desnecessários. Comprar máquinas de boa qualidade não significa comprar as mais caras, mas aquelas que possuem os recursos necessários.
Por outro lado, imagine que uma empresa comprou computadores com vídeo integrado simples à placa-mãe (onboard) e monitor de 15 polegadas para profissionais que trabalham com Autocad. Para esses funcionários, o correto seria fornecer computadores que suportassem aplicações pesadas e um monitor de, pelo menos, 19 polegadas. Máquinas mais baratas certamente conseguiriam rodar o programa Autocad, porém com lentidão, e o monitor com área de visão menor dá mais trabalho aos profissionais. Neste caso, percebe-se que a aquisição das máquinas reflete diretamente no desempenho. Por isso, é preciso conhecer quais as necessidades de cada setor, de cada departamento, de cada atividade, de cada indivíduo.
Veja este outro exemplo: uma empresa com 50 funcionários, cada um com um PC, adquiriu um servidor de rede que suporta 500 usuários conectados ao mesmo tempo. Se a empresa não tem expectativa de aumentar seu quadro de funcionários, comprar um servidor deste porte é o mesmo que comprar um ônibus para uma família de 5 pessoas. Mas o problema não é apenas este. Se este servidor, por alguma razão, parar de funcionar, a rede ficará indisponível e certamente atrapalhará as atividades da empresa. Neste caso, não seria melhor adquirir um servidor mais adequado às necessidades da companhia ou mesmo considerar o uso de uma solução baseada em computação nas nuvens, por exemplo?
Sala com computadores
Com estes exemplos, é possível ter uma pequena ideia do qual amplo é o universo da Tecnologia da Informação. Independente da aplicação, há ainda vários outros aspectos que devem ser considerados, por exemplo: segurança, disponibilidade, uso de sistemas adequados (eles realmente devem fazer o que foi proposto), tecnologias (qual é a melhor para determinada finalidade), legislação local e assim por diante.

O profissional de TI

As tarefas de desenvolver, implementar e atualizar soluções computacionais cabem aos profissionais de TI. Por causa de sua amplitude, a área é dividida em várias especializações, tal como acontece com a medicina, por exemplo. Sendo assim, há profissional de TI para cada um dos seguintes segmentos: banco de dados, desenvolvimento, infraestrutura, redes, segurança, gestão de recursos, entre outros.
Para cada uma dessas áreas, há subdivisões. Por exemplo, em desenvolvimento, há profissionais que atuam apenas com softwares comerciais (como ERP), outros que trabalham apenas com a criação de ferramentas para dispositivos móveis, outros que concentram suas atividades na internet e assim por diante.
Via de regra, interessados em seguir carreira na área de TI fazem cursos como ciência da computação, engenharia da computação e sistemas de informação, mas há outros, inclusive com foco mais técnico, como tecnologia em redes de computadores e tecnologia em banco de dados, além de cerificações e cursos de pós-graduação para profissionais já formados.

Finalizando

Quem precisa de TI? Nos tempos atuais, a sociedade como um todo. Hoje, a informatização atinge as mais diversas áreas do conhecimento e está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, mesmo quando elas não percebem.
Se você declara imposto de renda, seus dados são processados por computadores do governo. Se você tira passaporte, seus dados ficam cadastrados em um banco de dados da polícia federal (ou de outro órgão competente, de acordo com o país). Se você faz compras no mercado, passa pelo caixa, que dá baixa dos produtos no sistema da empresa. Para você usar o telefone, uma complexa rede de comunicação controlada por computadores é utilizada. Enfim, exemplos não faltam.
A Tecnologia da Informação, portanto, não é apenas sinônimo de modernidade. É, acima de tudo, uma necessidade dos novos tempos, afinal, informação sempre existiu, mas não de maneira tão volumosa e aproveitável.
Fonte: http://www.infowester.com

Dicas para fazer a bateria do seu notebook durar mais

Introdução

Os fabricantes até se esforçam para oferecer baterias que duram mais, mas não tem jeito: sem uma tomada por perto, você corre o risco de não conseguir utilizar o seu notebook (ou netbook) por muito tempo. É por causa disso que o InfoWester apresenta a seguir 10 dicas simples que podem ajudá-lo a economizar energia e fazer a bateria do seu portátil durar mais. Vamos lá?

1 - Diminua ao máximo o brilho da tela

O brilho da tela é um fator que pode influenciar bastante o consumo de energia. Não é por menos que muitos notebooks diminuem automaticamente a taxa de brilho quando o portátil não está ligado à tomada. Mas, mesmo nestes casos, é recomendável diminuir ao máximo essa característica. Para isso, vale inclusive evitar a utilização do equipamento em ambientes com forte iluminação (que recebem luz solar, por exemplo), pois assim será mais fácil enxergar o conteúdo da tela.
A tela costuma ser o grande vilão da história...
A tela costuma ser o grande vilão da história...

2 - Se não estiver usando, desligue o Wi-Fi ou o Bluetooth

Você está em um avião e o piloto autorizou o uso de equipamentos eletrônicos. Então, para adiantar seu trabalho, você liga o seu notebook. O problema é que, muito provavelmente, você não utilizará Wi-Fi ou Bluetooth lá em cima. Por isso, quando não estiver utilizando, desligue esses recursos para que o computador não gaste energia procurando sinal. Note que, muitas vezes, é possível fazer isso com uma combinação de botões em seu teclado.

Neste notebook, Fn mais F2 ativa/desativa o Wi-Fi
Neste notebook, Fn mais F2 ativa/desativa o Wi-Fi

3 - Utilize o mínimo possível de programas ou abas do navegador

Ok, você está em um café, utilizando a rede sem fio do local, portanto, não vai desligar o Wi-Fi. Neste caso, a dica é a de manter o mínimo possível de programas abertos. O mesmo vale em relação às abas do navegador. Quanto menos recursos de software você utilizar, mesmo energia seu laptop irá consumir.
Uma maneira de não manter vários programas abertos ao mesmo tempo é procurar não fazer várias tarefas de uma vez. Quer ouvir música? Use um MP3-player ou o seu celular. Recebeu uma apresentação do PowerPoint que não é urgente? Deixe para ver depois.
Ainda nesse sentido, você pode utilizar programas mais leves para determinadas tarefas. Por exemplo, se estiver redigindo um texto, utilize um editor simples, como o Bloco de Notas, no caso de usuários do Windows, e depois passe o texto para o Word ou outro software do tipo.
Tome cuidado também com o antivírus. Como esse tipo de software protege o sistema operacional, fica constantemente em execução. Neste caso, prefira uma solução leve. Se você é usuário do Windows, pode optar pelo Microsoft Security Essentials, que é leve, eficaz e gratuito (mas só roda em instalações originais do Windows).

4 - Evite sites com Flash

Conteúdo em Flash pode exigir mais processamento, por isso, é bom evitar sites como YouTube ou endereços de jogos on-line, por exemplo. Também pode ser uma boa ideia instalar um plugin em seu navegador que bloqueia Flash e ativá-lo somente quando precisar economizar energia.
- Flashblock - plugin de bloqueio de Flash para Firefox;
- FlashBlock - plugin de bloqueio de Flash para Chrome;
- No Internet Explorer (considerando a versão 9), vá em Ferramentas / Gerenciador de Complementos, marque a opção "Todos os complementos" em Mostrar, selecione a opção "Sockwave Flash" e clique em Desabilitar.

5 - Prefira mensagens instantâneas em vez da webcam

Utilizar o Skype para falar com alguém ou um programa de videoconferência pode não ser uma boa ideia quando você está longe da tomada, já que webcam e microfone também aumentam o consumo de energia. Nesse tipo de situação, prefira conversar via mensagens instantâneas, isto é, por serviços como Google Talk ou Windows Live Messenger (antigo MSN Messenger).

6 - Tente não visualizar vídeos ou jogos no modo "tela inteira"

Ok, você quer apenas assistir a um vídeo ou participar de um jogo para passar o tempo. Em situações como essa, tente visualizar o vídeo em uma janela de tamanho menor, já que o modo "tela inteira" (full screen) faz o computador trabalhar mais. O mesmo vale para jogos, mas neste caso, é mais apropriado optar por games leves, que servem de passatempo mesmo.

7 - Não utilize mouse ou outros acessórios USB

O touchpad do seu notebook pode não ser muito confortável, mas use-o no lugar do mouse, assim, você terá um dispositivo a menos consumindo energia. O mesmo vale para pendrives, cartões de memória, modems 3G e outros dispositivos USB: deixe-os conectados somente no momento de utilização.
Touchpad de vez em quando não faz mal a ninguém
Touchpad de vez em quando não faz mal a ninguém

8 - Tome cuidado com a temperatura do notebook

Você deve tomar cuidado para não deixar o portátil esquentar demais. A melhor forma de fazer isso é desobstruir as saídas de ar. Para tanto, utilize o laptop em superfícies planas. Evite apoiá-los no colo, em travesseiros, no sofá, enfim.
As saídas de ar devem ficar desobstruídas
As saídas de ar devem ficar desobstruídas
Também é importante tomar cuidado com as condições de armazenamento e transporte do equipamento. Deixá-lo em um lugar ao alcance do sol ou dentro do porta-malas do carro em um dia de intenso calor pode diminuir a vida útil da bateria ou do próprio notebook.
No transporte, é necessário deixar o portátil bem acondicionado, para evitar impactos que possam comprometer a durabilidade do equipamento.

9 - Verifique as opções de energia do sistema operacional

Praticamente todos os sistemas operacionais atuais contam com recursos que otimizam o consumo de energia. No Windows 7, por exemplo, você pode ir em Painel de Controle / Sistema e Segurança / Opções de Energia e ativar o item "Economia de energia". No Mac OS X, você pode ir em menu Apple / Preferências do Sistema / Economizador de Energia. Há também opções de economia de eletricidade em distribuições Linux.
Também vale a pena desativar recursos não essenciais, como efeitos de transparência em janelas, mudança automática de papel de parede, protetores de tela com animações e assim por diante.

10 - Evite utilizar a unidade de CD/DVD

Só utilize a unidade de CD/DVD do notebook se houver extrema necessidade. O dispositivo necessita de um mecanismo para manter o disco girando, assim como precisa manter o laser em constante funcionamento. A consequência? Maior consumo de energia. Prefira levar arquivos, fotos, músicas e filmes em pendrives ou deixe-os previamente armazenados no HD do portátil.

Finalizando

As dicas mostradas nesta página ajudam bastante a economizar energia, mas não fazem milagres. A indústria ainda não conseguiu desenvolver baterias que aliam as características de preço acessível, maior durabilidade e portabilidade. Assim, em casos mais "críticos", o melhor talvez seja adquirir uma bateria extra ou mesmo optar por um portátil mais econômico, mas com recursos suficientes para executar tarefas básicas, como os netbooks que utilizam a linha de processadores Atom, da Intel, por exemplo.
Fonte: http://www.infowester.com

Cartões de memória SD (Secure Digital)

Introdução

Entre os vários tipos de cartões de memória Flash existentes, o tipo SD (sigla para Secure Digital) é, certamente, o mais popular. Seu uso é bastante comum em câmeras digitais, telefones celulares, tablets e até mesmo em consoles de videogame. Neste artigo, você verá as principais características dos cartões SD e conhecerá suas variações, como os cartões miniSD, microSD e Eye-Fi.

Antes, o que é Memória Flash?

Antes de conhecermos as características dos cartões SD, é conveniente sabermos o que é memória Flash, afinal, esta é a tecnologia que permite o armazenamento e o acesso aos dados.
Tendo a Toshiba como principal nome por trás do seu desenvolvimento, a memória Flash é, essencialmente, um chip do tipo EEPROM (Electrically-Erasable Programmable Read Only Memory), o que significa que, nele, a gravação e a eliminação de dados são feitas eletricamente, sem necessidade de uso de equipamentos especiais para a realização destas tarefas. Trata-se de uma tecnologia "não volátil", isto é, onde as informações podem ficar armazenadas por bastante tempo nos chips sem que baterias ou outras fontes de energia tenham que ser usadas para este fim.
Conforme explicado neste artigo sobre unidades SSD, há, basicamente, dois tipos de memória Flash: Flash NOR (Not OR) e Flash NAND (Not AND). O nome é proveniente da tecnologia de mapeamento de dados de cada um. O primeiro tipo permite acesso às células de memória de maneira aleatória, tal como acontece com a memória RAM, mas com alta velocidade. Em outras palavras, o tipo NOR possibita acessar dados em posições diferentes da memória de maneira rápida, sem necessidade de esta ação ser sequencial. O tipo NOR é usado em chips de BIOS ou firmwares de smartphones, por exemplo.
O tipo NAND, por sua vez, também trabalha em alta velocidade, porém faz acesso sequencial às células de memória e as trata em conjunto, isto é, em blocos de células, em vez de acessá-las de maneira individual. Em geral, memórias NAND também podem armazenar mais dados que memórias NOR, considerando blocos físicos de tamanhos equivalentes. Trata-se do tipo mais utilizado, inclusive em cartões SD.

Surgimento dos cartões SD

Os cartões SD são, na verdade, uma evolução de um padrão anterior chamado MultiMedia Card (MMC), lançado em 1997 graças a uma parceria entre SanDisk e Siemens. Ambos são, de fato, bastante parecidos, inclusive nos aspectos técnicos e nas dimensões físicas.
O padrão SD (Secure Digital) foi anunciado pouco tempo depois, em 1999, e é fruto de uma parceria entre SanDisk, Panasonic e Toshiba. Entre as suas principais características estão: compatibilidade com determinações de segurança da Secure Digital Music Initiative (SDMI), que visa evitar a distribuição ilegal de músicas; uma pequena trava de segurança que impede a eliminação de dados do dispositivo; e melhor desempenho na transferência de dados.
Cartão SD em um notebook
Cartão SD em um notebook
Em 2000, foi fundada a Secure Digital Association, uma entidade que reúne fabricantes de cartões e memórias Flash com o intuito de promover o padrão SD, assim como o seu contínuo desenvolvimento.
Vale frisar que, apesar de os cartões SD serem uma variação do padrão MMC, este último continua sendo utilizado pela indústria, embora em menor escala. Conta inclusive com variações, como os cartões MMCmicro, SecureMMC e MMCmobile.

Tipos de cartões SD

No intuito de atender às mais variadas necessidades do mercado, vários tipos de cartões SD foram lançados pela indústria. Você confere os principais a seguir.

Cartão SD

Este é o primeiro tipo a ser lançado e, também, é o mais popular. É muito comum encontrá-lo em câmeras ou filmadoras digitais, por exemplo, assim como é fácil encontrar entradas para este tipo em laptops.
Os cartões SD possuem as seguintes medidas: 24 mm x 32 mm x 2,1 mm. Em uma de suas laterais há um pequeno "corte", que faz o dispositivo lembrar vagamente uma folha de papel com a ponta dobrada. Tal como já mencionado, este tipo possui uma pequena trava lateral de segurança que o usuário pode ativar para evitar gravação ou eliminação de dados. Além disso, possui 9 pinos de contato.
Trava de cartão SD
Trava de cartão SD

Cartão miniSD

Anunciado em 2003, o cartão miniSD é, tal como o nome sugere, uma versão de dimensões reduzidas do cartão SD (37% menor), possuindo as seguintes medidas: 20 mm x 21,5 mm x 1,4 mm. Este tipo não possui trava de segurança e utiliza 11 pinos de contato. Trata-se de um tipo comumente utilizado em telefones celulares, mas que não ficou tão popular por causa do surgimento dos cartões microSD.
Cartão miniSD
Cartão miniSD

Cartão microSD

O que já era pequeno ficou menor ainda com o lançamento dos cartões microSD, anunciados em 2005. As dimensões deste formato são as seguintes: 11 mm x 15 mm x 1 mm. Esta versão não possui trava de segurança e faz uso de 8 pinos de contato.
Cartão microSD
Cartão microSD
Vale ressaltar que os tamanhos reduzidos dos cartões miniSD e microSD não prejudicam sua capacidade de armazenamento. Em maio de 2011, por exemplo, a empresa Kingmax anunciou um cartão microSD com capacidade de 64 GB. Além disso, em ambos os casos, é comum fabricantes disponibilizarem junto aos cartões adaptadores que permitem sua leitura em dispositivos com entrada SD convencional.
Adaptador para microSD
Adaptador para microSD
Adaptador microSD para porta USB
Adaptador microSD para porta USB

Cartão SDHC

Os cartões SD de 512 MB, 1 GB ou 2 GB são suficientes à boa parte das aplicações, mas a evolução dos aparelhos - como filmadoras de alta definição - exigiu mais capacidade de armazenamento. A resposta para essa necessidade são os cartões Secure Digital High Capacity (SDHC), apresentados em 2006.
Trata-se de uma categoria de cartão com as mesmas medidas do tipo SD. O seu diferencial é justamente a capacidade: dispositivos SDHC são facilmente encontrados com capacidades entre 4 GB e 32 GB.

Cartão SDHC de 32 GB
Cartão SDHC de 32 GB
Isso é possível, em parte, porque, normalmente, cartões SDHC utilizam sistema de arquivos FAT32, contra o FAT16 das versões de menor capacidade, permitindo maior endereçamento de dados (é possível o uso de outros sistemas de arquivos).
A maioria dos dispositivos que leem cartões SD pode fazê-lo também com chips SDHC. As exceções ficam para modelos mais antigos que não são compatíveis com as especificações 2.00 (ou superior) da Secure Digital Association.
Também é possível encontrar versões reduzidas de cartões SDHC, isto é, dispositivos miniSDHC e microSDHC.

Cartão SDXC

A especificação Secure Digital Extended Capacity (SDXC) é a mais recente, tendo sido anunciada no início de 2009. Novamente, o foco aqui é o expressivo aumento da capacidade de armazenamento de dados: cartões SDXC podem suportar entre 32 GB e 2 TB (terabytes). Naturalmente, esse tipo de cartão tem preço elevado.
Assim como no padrão SDHC, pode haver incompatibilidade de cartões SDXC com dispositivos leitores mais antigos. Também é possível a existência de versões miniSDXC e microSDXC.

Cartão Eye-Fi Wireless

Este é, sem dúvida, o tipo de SD mais inusitado que existe. Trata-se de um cartão que permite a transferência de dados para um computador ou um dispositivo móvel por meio de uma rede Wi-Fi. Assim, o usuário pode, por exemplo, tirar uma foto em sua câmera digital e, imediatamente, se conectar via rede sem fio ao seu notebook para transferir a imagem.
Eye-Fi - transmissão por Wi-Fi
Eye-Fi - transmissão por Wi-Fi
Cartões Eye-Fi são produzidos por uma empresa que leva este mesmo nome. A companhia oferece várias versões. A linha Geo, por exemplo, pode utilizar um serviço de geotagging para adicionar, automaticamente, informações geográficas às fotos. Outro exemplo é a linha Mobile, que permite a transferência de arquivo do cartão diretamente para aparelhos com iOS (iPhone, iPad e iPod touch) ou Android.

Comparativo de tamanho

As imagens a seguir mostram cartões SD, miniSD e microSD lado a lado para efeitos comparativos:
Cartões SD, miniSD e microSD
Cartões SD, miniSD e microSD
Cartões SD, miniSD e microSD e suas medidas
Cartões SD, miniSD e microSD e suas medidas

Velocidades dos cartões SD

Além da capacidade de armazenamento, há outro fator que pode influenciar nos preços dos cartões SD: o aspecto da velocidade de transferência de dados. A Secure Digital Association definiu classes (class) para diferenciar as taxas de transferências:
  • Class 2: indica que o cartão trabalha com pelo menos 2 MB/s (megabytes por segundo);
  • Class 4: indica que o cartão trabalha com pelo menos 4 MB/s;
  • Class 6: indica que o cartão trabalha com pelo menos 6 MB/s;
  • Class 10: indica que o cartão trabalha com pelo menos 10 MB/s.
Há também uma classe mais recente que utiliza um barramento que alcança taxas ainda maiores: o Ultra High Speed (UHS). Aplicado em cartões SDHC e SDXC, o UHS pode permitir velocidades de até 312 MB/s. Até o momento da publicação deste artigo no InfoWester, existiam as classes UHS-I e UHS-II, capazes de trabalhar com as taxas máximas de 104 MB/s e 312 MB/s, respectivamente.
Para evitar confusão, as classes de 2 a 10 são indicadas dentro de uma forma circular que lembra a letra "C". Cartões UHS, por sua vez, utilizam um número dentro de um formato que lembra a letra "U".
Classes - Imagem por Secure Digital Association
Classes - Imagem por Secure Digital Association
Cartão de classe 4
Cartão de classe 4
Para a escolha de um cartão SD mais ou menos rápido deve-se considerar as necessidades. Uma filmadora digital que gera vídeos em alta definição, por exemplo, costuma ter arquivos de tamanho grande, exigindo cartões de grande capacidade e rápida taxa de transferência.

O que é SDIO?

Menos comum, há também um tipo de produto ligado aos cartões SD que chamam a atenção: os dispositivos SDIO (sigla para Secure Digital Input Output). Aparelhos compatíveis com essa especificação permitem a utilização dos leitores de cartões SD para outros fins. Com isso, é possível, por exemplo, instalar webcams, leitores de código de barra, aparelho de GPS e outros na ranhura SD de um notebook, desde que todos os dispositivos envolvidos tenham compatibilidade com SDIO.
Por conta da popularização das portas USB, dispositivos SDIO não ficaram muito conhecidos

Finalizando

As vantagens de um formato popular são óbvias: maior facilidade para encontrar o produto no mercado e melhor relação custo-benefício ao usuário, afinal, a ampla disponibilidade faz os preços caírem, permitindo a escolha de cartões com maior capacidade ou qualidade. É por isso que podemos dar como certa a permanência dos chips Secure Digital por um bom tempo no mercado. Mas, é claro, há outras opções. Você pode conhecer algumas delas no artigo Cartões de memória Flash - CF, SM, MMC, SD, MemoryStick e xD.

Escrito por Emerson Alecrim
Fonte: http://www.infowester.com

Tipos de telas: LCD, Plasma, OLED e AMOLED

Introdução

Em um passado não muito distante, comprar um monitor de vídeo ou uma televisão consistia em adquirir um aparelho grandalhão e pesado, afinal, estes dispositivos eram do tipo CRT (Catodic Ray Tube - Tubo de raios catódicos). Hoje, no entanto, monitores e televisores ocupam muito menos espaço e oferecem melhor qualidade de imagem. Duas tecnologias bastante populares neste segmento são as telas de LCD (Liquid Crystal Display) e Plasma, que também podem ser empregadas em dispositivos portáteis. Como se não bastasse, estas tecnologias logo começaram a dividir espaço com telas de OLED (Organic Light-Emitting Diode) e AMOLED (Active Matrix Organic Light-Emitting Diode). Mas, o que estes nomes significam? Qual a diferença entre LCD e Plasma? Telas OLED ou AMOLED são melhores em quê? O InfoWester apresenta as respostas para estas e outras questões a seguir.
Links diretos:

O que é LCD?

A tecnologia LCD (Liquid Crystal Display - Telas de Cristal Líquido) não é empregada apenas em monitores ou TVs. No mercado, é possível encontrar dispositivos portáteis - como consoles de games, telefones celulares, calculadoras e câmeras digitais - cujas telas também fazem uso desta tecnologia. Laptops, por exemplo, utilizam este tipo de tela há anos.
Tal como o seu nome indica, o "segredo" do LCD está em um material chamado cristal líquido, que recebe este nome porque, apesar de não se tratar exatamente de um componente líquido, suas características o fazem agir como tal.
Em sua constituição mais simples, as moléculas de cristal líquido são distribuídas entre duas lâminas transparentes polarizadas chamadas substratos. Este processo é orientado de maneira diferente nas duas lâminas, de forma que estas formem eixos polarizadores perpendiculares, como se formassem um ângulo de 90º. A grosso modo, é como se uma lâmina recebesse polarização horizontal, e a outra, polarização vertical, formando um esquema do tipo "linhas e colunas".
As moléculas de cristal líquido são capazes de orientar a luz. Quando uma imagem é exibida em um monitor LCD, elementos elétricos presentes nas lâminas geram campos magnéticos que induzem o cristal líquido a "guiar" a luz oriunda da fonte luminosa para formar o conteúdo visual. Sempre que necessário, uma tensão diferente pode ser aplicada, fazendo com que as moléculas de cristal líquido se alterem de maneira a impedir a passagem da luz.
Em telas monocromáticas (comuns em relógios e calculadoras, por exemplo), as moléculas assumem dois estados: transparente (a luz passa) e opaco (a luz não passa). Para telas que exibem cores, diferentes tensões e filtros que trabalham sobre a luz branca são aplicados às moléculas.

Matriz ativa e matriz passiva

As telas LCD se dividem, basicamente, em duas categorias: matriz ativa (Active Matrix LCD) e matriz passiva (Passive Matrix LCD). O primeiro tipo tem como principal diferença a aplicação de transistores para cada pixel (em poucas palavras, pixel é um ponto que representa a menor parte da imagem em uma tela), enquanto que, na matriz passiva, os transistores são aplicados tomando como base o já mencionado esquema de linhas e colunas.
Com isso, nas telas de matriz ativa, cada pixel desta pode receber uma tensão diferente, permitindo, entre outros, a utilização de resoluções altas. Por outro lado, sua fabricação é tão complexa que não é raro encontrar monitores novos que possuem pixels que não funcionam - os chamados "dead pixels".
As telas de matriz passiva, por sua vez, têm constituição mais simples. O cristal líquido é posicionado entre dois substratos, tal como indica a ilustração a seguir. Circuitos integrados são encarregados de controlar as cargas que ativam os pixels, permitindo que as imagens sejam formadas na tela.
Moléculas de lristal líquido entre lâminas
Moléculas de lristal líquido entre lâminas
Devido à sua simplicidade, telas de matriz passiva são mais baratas, porém apresentam desvantagens consideráveis, como menor tempo de resposta (saiba o que isso significa mais adiante). Por isso, atualmente, seu uso é comum apenas em dispositivos que não necessitam de tanta qualidade, como calculadoras. Neste sentido, equipamentos mais sofisticados são construídos com matriz ativa.
A simplicidade das telas de matriz passiva reside no fato de a aplicação de tensões considerando linhas e colunas não ter o mesmo nível de complexidade que a fabricação de telas de matriz ativa. O problema é que quando um pixel é acionado a partir deste esquema, a aplicação de tensão nele pode fazer com que os pixels das linhas e colunas vizinhas também sejam afetados, fazendo com que trabalhem, mesmo que levemente, prejudicando a geração da imagem como um todo.
Na matriz ativa, este problema foi solucionado porque a aplicação de um controle de tensão individual para cada pixel não tem "efeito colateral", isto é, não "contamina" pixels vizinhos. Geralmente, as telas de matriz ativa utilizam um componente chamado TFT (Thin Film Transistor - algo como Transistor de Film Fino), cuja principal característica é justamente a aplicação, por meio de uma camada, de transistores específicos para cada pixel.

Tipos de LCD

A busca por imagens melhores aliada a processos viáveis de fabricação fez com que a indústria desenvolvesse várias tipos de LCD. A seguir, as variedades mais encontradas:
- TN (Twisted Nematic): este é um dos tipos mais comuns, utilizado em dispositivos de baixo custo. Nele, as partículas de cristal líquido são posicionadas de maneira retorcida. A aplicação de carga elétrica é capaz de fazer os cristais girarem em até 90 graus, de acordo com o nível de tensão utilizado, determinando a passagem ou não de luz. Há também um tipo chamado STN (Super TWisted Nematic) que é uma espécie de evolução do TN. Suas moléculas têm movimentação melhorada, fazendo com que o usuário consiga ver a imagem do monitor satisfatoriamente em ângulos muitas vezes superiores a 160º, característica não existente nos painéis TN. Há ainda outras variações, como Double Layer STN e Film compensated STN;
- IPS (In-Plane Switching): trata-se de uma tecnologia mais sofisticada, aplicada principalmente em equipamentos de LCD de maior qualidade. Nela, as partículas de cristal líquido seguem um alinhamento horizontal em vez de vertical, como geralmente acontece com painéis TN. Graças a isso, telas IPS conseguem trabalhar com maior taxa de atualização (conceito abordado mais à frente), resultando em mais conforto visual ao usuário. Painéis IPS também oferecem mais nitidez e brilho, além de visualização satisfatória mesmo quando a tela é olhada de um ponto lateral. Há também uma variação chamada S-IPS (Super IPS), capaz de trabalhar com mais ângulos, resoluções maiores e taxas mais acentuadas de brilho. Como gastam mais energia - consequência principalmente da utilização de quantidades maiores de transistores -, telas IPS não são frequentemente empregadas em dispositivos portáteis, como laptops e tablets;
- AFFS (Advanced Fringe Field Switching): semelhante à tecnologia IPS, já que também utiliza alinhamento horizontal, a especificação AFFS é empregada em equipamentos que oferecem alta qualidade de imagem, tendo como diferenciais a capacidade de apresentar boa visualização em variados ângulos de observação e de oferecer excelente fidelidade de cores;
- VA (Vertical Alignment): neste tipo, as partículas de cristal líquido se encontram em posição vertical em relação aos substratos. Telas do tipo são capazes de oferecer boa reprodução de cores e visualização em vários ângulos, mas geralmente têm tempo de resposta em níveis piores em comparação ao IPS e ao AFFS. Tal como acontece com os outros tipos, telas VA também contam com variações, sendo as mais comuns a MVA (Multi-domain Vertical Alignment) e a PVA (Patterned Vertical Alignment);
- ASV (Advanced Super View): trata-se de uma tecnologia desenvolvida pela Sharp que se assemelha ao VA. De acordo com a empresa, sua principal vantagem está no suporte a vários ângulos de visão, podendo chegar a 170 graus. Isso porque as moléculas de cristal líquido conseguem se posicionar em várias direções, com movimentos semelhantes aos que fogos de artifícios fazem ao explodir;
- Super PSL (Plane-to-Line Switching): sendo uma das mais recentes e tendo a Samsung por trás de seu desenvolvimento, a tecnologia PSL é similar ao padrão IPS. No entanto, de acordo com a empresa, uma tela do tipo é cerca de 10% mais brilhante e tem custo de fabricação 15% menor em comparação a este último. Sua aplicação é destinada tanto para monitores e aparelhos de TV quanto para dispositivos móveis.

O que é Plasma?

A tecnologia LCD é certamente, um grande avanço para a indústria de telas (displays), mas não veio sozinha: principalmente no segmento de televisores, as telas de Plasma respondem por uma boa fatia do mercado.
Na verdade, não se trata de uma tecnologia necessariamente nova: as primeiras telas do tipo foram apresentadas na década de 1960. No entanto, a tecnologia somente passou por aperfeiçoamentos significativos nos últimos anos.
Tal como você já sabe, o componente principal do LCD é o cristal líquido presente entre duas lâminas. No Plasma, o esquema é parecido, mas o material que permanece entra as camadas é um tipo de gás que fica armazenado em um conjunto de milhões de células.
Este gás, quando estimulado eletricamente, libera luz ultravioleta. Esta, por sua vez, causa reação nos átomos de fósforo que revestem cada célula. O fósforo é um elemento que gera iluminação quando submetido a outra luz.
Nos painéis de Plasma, normalmente cada pixel é formado por três células, cada uma responsável por uma cor diferente: vermelho (red), verde (green) e azul (blue). A combinação destas é que gera as cores que enxergamos na tela. O fósforo presente em cada célula recebe uma intensidade de luz ultravioleta diferente, possibilitando milhões de combinações que resultam na gama de cores.
TV de Plasma - Imagem por Panasonic
TV de Plasma - Imagem por Panasonic
Graças a isso, painéis de Plasma conseguem ter seus pixels iluminados de maneira individual. O resultado é uma tela com excelentes níveis de brilho e nitidez, mesmo quando visualizada a partir de posições mais afastadas em relação à frente do aparelho.

Qual é melhor: LCD ou Plasma?

Depende. Pode parecer uma resposta muito evasiva, mas é a mais adequada. É bom que se saiba que cada tem tecnologia tem suas vantagens e desvantagens, e que estas podem ser amenizadas ou acentuadas, dependendo do produto como um todo.
Por padrão, podemos dizer que o LCD tem as seguintes desvantagens: menos brilho, não exibe cor preta "profunda" com fidelidade, possibilidade de um ou mais pixels não funcionarem corretamente (o já mencionado dead pixel), pode haver mais limitações na variedade de resoluções disponíveis, entre outros.
Telas de Plasma, por sua vez, são suscetíveis a um problema chamado burn-in, que consiste em marcas deixadas no painel quando determinadas imagens são exibidas por muito tempo no aparelho, como por exemplo, o logotipo de uma emissora de TV no canto da tela. Além disso, são mais caras e, muitas vezes, mais frágeis.
Mas, como você viu no tópico sobre tipos de LCD, a indústria trabalha incansavelmente em formas de melhorar as tecnologias, por isso, não raramente, os problemas associados a cada padrão podem ser amenizados ou até mesmo eliminados.
Por este motivo, diante do dilema de escolher entre um produto LCD e outro Plasma, certamente é mais adequado observar as especificações de cada dispositivo. O tópico a seguir aborda as características mais comuns.

Características das telas

Na hora de escolher um monitor de vídeo ou mesmo uma TV, independente da tecnologia, é importante observar alguns aspectos para fazer uma boa aquisição. A seguir, as principais características a serem observadas.

Tempo de resposta

O tempo de resposta é uma característica importante, principalmente a quem deseja utilizar o monitor ou a TV para jogos ou vídeos em alta definição. Isso porque estas são aplicações que exigem alterações rápidas do conteúdo visual. Se o monitor ou a TV não for capaz de acompanhar estas mudanças, ou seja, tiver um tempo de resposta ruim, causará efeitos indesejados, como "objetos fantasmas" na imagem ou sombra em movimentos.
Quanto menor o tempo de resposta, melhor a atualização da imagem. Para os padrões atuais, é recomendável um equipamento que tenham esta medida com tempo inferior a 10 ms.

Taxa de atualização

A taxa de atualização (refresh rate) indica a quantidade de vezes que a tela é renovada por segundo. Sua medida é feita em Hertz (Hz). Se um monitor trabalha com 75 Hz, por exemplo, isso significa que a imagem é renovada 75 vezes por segundo na tela.
Em termos gerais, quanto maior a taxa de atualização, mais conforto visual o usuário terá, especialmente em sequências de vídeo bastante movimentadas. O mínimo recomendável é 60 Hz.
Vale frisar, no entanto, que este aspecto foi muito importante nos aparelhos CRT, já que estes utilizam um feixe de luz que varre toda a tela. Assim, quanto maior sua taxa de atualização, mas rapidamente o feixe termina uma varredura e começa outra.
Nas telas atuais, sejam elas LCD, Plasma ou OLED, a taxa de atualização não é tão importante assim, já que os pixels permanecem ativos até que uma mudança de imagem os faça mudar de condição.

Tamanho da tela e resolução

Quando os monitores de LCD começaram a se popularizar, era comum encontrar telas com tamanho de 14, 15 e 17 polegadas. Hoje, o tamanho mínimo mais comum para monitores é de 19 polegadas, não sendo raro monitores com telas de 20, 21, 23 ou até mais polegadas. Os Televisores mais comuns variam entre 20 e 50 polegadas, sendo que telas de Plasma geralmente são aplicadas mais comumente nos modelos maiores.
Também é interessante notar que, atualmente, praticamente todos os monitores e televisores são do tipo widescreen. Isso indica que suas telas são mais largas, tornando-os uma excelente opção para a visualização de filmes ou para a exibição de mais informações na tela.
Via de regra, um monitor pode ser considerado widescreen quando tem um aspect ratio superior a 4:3. Isso quer dizer que a proporção da tela é uma unidade de medida maior na largura para cada três unidades de medida na altura. Para efeitos comparativos, bastaria uma tela ter aspect ratio de 4:4 (ou 1:1) para ser considerada quadrada. O monitor visto abaixo tem aspect ratio de 16:9, portanto, é widescreen:
Monitor widescreen - Imagem por LG
Monitor widescreen - Imagem por LG
Vale frisar que se uma tela tem, por exemplo, tamanho de 19 polegadas e formato widescreen, isso não significa que o dispositivo é, necessariamente, maior que um monitor de 19 "normal". O que acontece nas telas widescreen é que, a grosso modo, suas laterais são mais afastadas, mas a distância entre as extremidades superior e inferior não aumentam na mesma proporção.
Em relação à resolução, monitores e televisores trabalham atualmente com taxas satisfatórias. Quando falamos deste aspecto, estamos nos referindo ao conjunto de pixels que formam linhas horizontais e verticais na tela. Vamos tomar como exemplo uma resolução de 1600x900. Esse valor indica que há 1600 pixels na horizontal e 900 pixels na vertical, como exemplifica a imagem:
Tela com resolução de 1600x900
Tela com resolução de 1600x900
Ainda sobre resolução, você pode encontrar termos como 720p e 1080p. Conforme explica este artigo sobre HDMI, estas nomenclaturas indicam a quantidade de pixels suportada pelo dispositivo, além do uso de progressive scan ou interlaced scan. No progressive scan, todas as linhas de pixels da tela são atualizadas simultaneamente. Por sua vez, no modo interlaced scan, primeiro as linhas pares recebem atualização e, em seguida, as linhas ímpares, ou seja, é um esquema do tipo "linha sim, linha não". Em geral, o modo progressive scan oferece melhor qualidade de imagem.
Assim sendo, a letra 'p' existente em 720p, 1080p e outras resoluções indica que o modo usado é progressive scan. Se for utilizado interlaced scan, a letra aplicada é 'i' (por exemplo, 1080i). O número, por sua vez, indica a quantidade de linhas de pixels na vertical. Isso significa que a resolução 1080p, por exemplo, conta com 1080 linhas verticais e funciona com progressive scan. Eis algumas resoluções comuns:
  • 480i = 640x480 pixels com interlaced scan;
  • 480p = 640x480 pixels com progressive scan;
  • 720i = 1280x720 pixels com interlaced scan;
  • 720p = 1280x720 pixels com progressive scan;
  • 1080i = 1920x1080 pixels com interlaced scan;
  • 1080p = 1920x1080 pixels com progressive scan.
Você já deve ter ouvido falar do termo Full HD (High Definition). Esta expressão, cuja interpretação seria algo como "Alta Definição Máxima", indica que a tela trabalha na resolução máxima, que é de 1080p. Isso significa que o dispositivo será capaz de executar em qualidade máxima vídeos - provenientes de um disco Blu-ray, por exemplo - preparados para este nível de resolução.

Contraste e brilho

O contraste é outra característica importante na escolha de monitores e televisores. Trata-se de uma medição da diferença de luminosidade entre o branco mais forte e o preto mais escuro. Quanto maior for esse valor, mais fiel será a exibição das cores da imagem. Isso acontece porque esta taxa, quando em número maior, indica que a tela é capaz de representar mais diferenças entre cores. Para o mínimo de fidelidade, é recomendável o uso de telas com contraste de pelo menos 500:1 ou, se o fabricante informar esta medida como sendo "contraste dinâmico", de 10.000:1.
Em relação ao brilho, o ideal é o uso de tela que tenham esta taxa em, pelo menos, 250 cd/m² (candela por metro quadrado).

Ângulo de visão

A maneira mais fácil de visualizar o conteúdo exibido na tela é estando bem à frente dela. Mas, na sala de uma casa com várias pessoas, por exemplo, alguém sempre ficará em uma posição lateral em relação à TV. Por isso, é importante escolher um monitor ou um televisor com suporte a ângulos de visão mais "generosos".
O ideal é escolher um dispositivo que ofereça ângulo de visão máximo o mais próximo possível de 180 graus. Perceba que alguns fabricantes podem anunciar esta medida como sendo, por exemplo, 170H/150V. A letra 'H' indica o ângulo na horizontal, enquanto que 'V' o faz considerando a vertical, isto é, a visualização a partir de tantos graus para cima e para baixo.

Ângulo de visão lateral
Ângulo de visão lateral

OLED e AMOLED

As tecnologias LCD e Plasma representam um marco para a indústria de telas, mas não estão sozinhas. Mais recentemente, as tecnologias OLED (Organic Light Emitting Diode) e AMOLED (Active Matrix OLED) começaram a ter espaço neste segmento.
Antes de prosseguirmos, é importante frisar que muitos aparelhos possuem telas LCD com retroiluminação LED (enquanto outros o fazem com lâmpadas especiais). Isso significa que o painel conta com um conjunto de LEDs responsável por iluminar cada trecho do LCD. Com isso, o fabricante promove o dispositivo com sendo um "monitor LED" ou uma "TV LED", mas é importante deixar claro que estes aparelhos não são OLED ou AMOLED.
Em tempo, LED (Light Emitting Diode) consiste, tal como o nome indica, em um diodo (material semicondutor) capaz de emitir luz quando energizado. Trata-se de um componente com ampla utilização pela indústria por ser barato e mais durável. É possível encontrá-lo em eletrônicos dos mais variados tipos, até mesmo em lanternas de carros.

OLED

O OLED tem certa semelhança com o LED, mas difere em sua composição: trata-se de um material formado por diodos orgânicos (isto é, constituídos com carbono) que geram luz quando recebem carga elétrica. Estes diodos podem ser bastante pequenos, permitindo que cada pixel da tela receba este material de forma a ser iluminado individualmente.
Como o OLED é capaz de gerar luz, a tela não necessita de retroiluminação. Por causa disso, a indústria pode criar telas mais finas e que geram menos custos de fabricação, já que este processo também é mais simples. A espessura de painéis OLED é tão minúscula que é possível até mesmo a fabricação de telas flexíveis, já em teste em vários fabricantes.
As vantagens não terminam aí: telas OLED também gastam menos energia; geram cores mais nítidas, inclusive de preto, já que não há camadas que possam diminuir a intensidade de iluminação; suportam maior ângulo de visão; e oferecem menos tempo de resposta.
Por causa disso, telas OLED são utilizadas principalmente em dispositivos móveis, que necessitam de telas mais finas por causa do seu tamanho reduzido e também de menor consumo de energia, já que somente são conectados às tomadas para recarga de bateria.

AMOLED

Há uma variação do OLED chamada AMOLED. A principal diferença entre ambos é que telas composta com esta última tecnologia são do tipo matriz ativa. É uma situação semelhante à existente no LCD: telas OLED com matriz passiva são orientadas com um esquema de transistores organizados em linhas e colunas; em telas AMOLED, os transistores são aplicados considerando cada pixel.
Para que isto seja possível, as telas AMOLED, tal como o LCD, também utilizam uma camada de TFT, o que deixa sua fabricação um pouco mais complexa. Mas, deste processo surgem várias vantagens, como telas com tempo de resposta ainda menor e cores mais vivas.
Nokia N9: smartphone com tela AMOLED
Nokia N9: smartphone com tela AMOLED
É possível encontrar mais variações da tecnologia OLED. Uma delas, apresentada pela Samsung, é chamada pela empresa de Super AMOLED. O seu desenvolvimento é fruto da disputa de empresas pela fabricação da tela mais fina: o AMOLED "comum" é, essencialmente, composto por camadas com cátodo, material orgânico e TFT inseridos entre lâminas de vidro. No Super AMOLED, uma destas lâminas é eliminada, assim como o espaço entre as camadas é diminuído, permitindo a formação de uma tela mais fina.
Telas Super AMOLED conseguem amenizar um problema do AMOLED, já que também possui menor quantidade de material refletivo: a dificuldade de visualização da tela em situações de exposição à luz solar, problema que também ocorre com telas LCD e Plasma, mas geralmente com menor intensidade. Se levarmos em conta que telas OLED e AMOLED são aplicadas principalmente em dispositivos móveis, portanto, com mais chances de serem expostas ao Sol, é uma vantagem e tanto!

Telas sensíveis ao toque

Telas sensíveis ao toque (touchscreen) existem há tempos, mas somente nos últimos anos se popularizaram, especialmente com o surgimento de smartphones e tablets. A ideia é muito simples: com o uso de uma caneta especial (stylus) ou com as pontas dos dedos, o usuário executa determinações ações na tela por meio de toques.
Há várias tecnologias para este tipo de aplicação, como as telas que utilizam sensores infravermelho ou ondas acústicas de superfícies. No entanto, as tecnologias mais comuns são as telas resistivas e capacitivas.

Telas resistivas

Telas resistivas chegaram primeiro ao mercado e são utilizadas principalmente com stylus, embora também possam ser acionadas com a ponta dos dedos. Seu funcionamento ocorre, essencialmente, da seguinte forma: a tela possui duas lâminas bastante finas sobrepostas, havendo um espaço bastante pequeno entre elas. Quando um toque é realizado na tela, as duas lâminas se tocam naquele ponto, causando uma mudança na corrente elétrica que passa por ali. Esta alteração é identificada e suas coordenadas são repassadas para o aparelho em si, que executará a tarefa relacionada.
Telas resistivas têm fabricação mais simples e componentes menos custosos, portanto, são mais baratas. Por outro lado, apresentam desvantagens consideráveis: para começar, suas lâminas deixam a tela mais escura; além disso, podem não funcionar muito bem com toque a partir da ponta dos dedos; por fim, aplicações que exigem dois ou mais toques simultâneos geralmente não funcionam da maneira esperada com este tipo de tela.
A tela inferior do Nintendo DS é resistiva
A tela inferior do Nintendo DS é resistiva

Telas capacitivas

Telas capacitivas são mais sofisticadas e, consequentemente, mais caras, mas oferecem uma experiência muito melhor ao usuário. É o tipo de tela sensível ao toque encontrado nas linhas iPhone e iPad da Apple, por exemplo.
As telas capacitivas possuem uma lâmina que recebe carga elétrica. Quando o usuário toca na tela, a carga elétrica existente na ponta dos dedos causa uma alteração no campo elétrico presente ali. Com isso, o dispositivo é capaz de identificar os pontos que estão sendo tocados e executar a ação necessária.
iPad 2: tela capacitiva -  Imagem por Apple
iPad 2: tela capacitiva - Imagem por Apple
Telas capacitivas são mais vantajosas: o usuário não precisa, necessariamente, exercer uma pressão na tela, tal como ocorre nas telas resistivas, bastando o toque; é possível utilizar múltiplos toques simultâneos; a tela não possui camadas que a deixam consideravelmente mais escuras.
Por outro lado, o usuário pode ter alguma dificuldade para usar a tela se estiver usando luvas, por exemplo. Além disso, aplicações que exigem uma stylus precisam que este dispositivo tenha em sua ponta algum material capaz de alterar o campo elétrico da tela.

Telas 3D

Não faz muito tempo que a, exemplo dos cinemas, a indústria começou a apresentar telas capazes de gerar imagens 3D. Em poucas palavras, isso significa que uma pessoa é capaz de visualizar determinado conteúdo na tela com uma percepção de profundidade acentuada, fazendo-a ter a impressão de que a imagem em foco está, de fato, à sua frente.
Telas do tipo são mais sofisticadas e, consequentemente, mais caras. Boa parte delas exige a utilização de óculos especiais para a visualização do conteúdo tridimensional, embora o mercado já conte com aparelhos que dispensam o uso destes dispositivos. Um exemplo é console portátil de games Nintendo 3DS.
Basicamente, o conteúdo 3D é formado pela exibição simultânea de duas imagens iguais, mas deslocadas ligeiramente na horizontal. Cada imagem é captada de maneira individual por cada olho. Este processo todo gera a percepção de profundidade. Perceba que, com isso, pessoas que possuem um dos olhos comprometidos acabam não conseguido "juntar" (convergir) as imagens para visualizar o material como estando em 3D.
Formando uma imagem 3D - Ilustração por Panasonic
Formando uma imagem 3D - Ilustração por Panasonic
Nos cinemas, os óculos utilizados são do tipo passivo. O tipo de óculos que mais se popularizou é o que usa uma lente na cor azul e a outra na cor vermelha. As lentes vermelhas conseguem "anular" os tons desta mesma cor provenientes da imagem. A lente azul faz o mesmo com os seus tons. Este esquema consegue gerar uma sensação de profundidade.
Todavia, é mais comum encontrar nos cinemas óculos do tipo polarizados. Estes possuem lentes que filtram a passagem de luz a partir de determinados ângulos. Este tipo de óculos se tornou comum porque exibe as cores de maneira mais fiel.
No caso de TVs 3D, é mais comum o uso de óculos ativos. Estes geralmente são formados por lentes que fazem uso da tecnologia LCD ou mesmo Plasma que ficam transparentes e opacos de acordo com o conteúdo 3D exibido, de forma que o olho direito fique sem recepção das luzes quando imagens para o olho esquerdo são mostradas e vice-versa. Isso acontece de maneira extremamente rápida. Além disso, os óculos se comunicam com a TV por alguma tecnologia sem fio (geralmente, infravermelho ou Bluetooth) para "saber" o momento de ativar ou desativar a passagem de luz para cada olho.
Óculos 3D ativos - Imagem por Panasonic
Óculos 3D ativos - Imagem por Panasonic
No caso de equipamentos que não exigem óculos 3D, há vários "truques" que podem ser empregados, no entanto, é mais comum o uso de telas que possuem uma camada de lentes extremamente pequenas, onde parte destas direciona a imagem para o olho esquerdo e, a outra, para o olho direito. Tais lentes são dispostas de maneira intercalada. O problema é que o conteúdo 3D precisa ser disponibilizado de maneira compatível com este esquema para o efeito tridimensional funcionar.
Telas 3D podem ser oferecidas nas tecnologias abordadas aqui, sendo mais comum, no caso de televisores, em painéis LCD e Plasma. Perceba que não é qualquer equipamento do tipo que pode exibir imagens tridimensionais; é necessário que o dispositivo seja preparado para isso. Além disso, o conteúdo - como um filme - também precisa ser compatível.
Note que o cérebro acaba tendo que trabalhar mais para conseguir focalizar e convergir as imagens, por isso, não raramente, uma pessoa pode se cansar mais rapidamente ao visualizar conteúdo 3D.


Gorilla Glass

A tecnologia Gorilla Glass é um dos itens que diferenciaram o iPhone em seu lançamento. Tem tanta importância para esta linha que a história de seu uso foi inclusive contada na biografia de Steve Jobs, já que o executivo esteve diretamente envolvido com a sua adoção.
Jobs queria que a tela do iPhone utilizasse vidro, em vez de outro material transparente. O problema é que vidro é um componente que pode sofrer riscos ou quebras com relativa facilidade. Por conta disso, passou a procurar por alguma tecnologia de vidro altamente resistente.
Não demorou para que Jobs encontrasse Wendell Weeks, que dirigia a empresa Corning Class. Jobs explicou que tipo de vidro procurava e, para a sua felicidade, Weeks revelou que sua empresa desenvolveu uma tecnologia em meados de 1960 que poderia atender à sua necessidade.
Wendell Weeks estava falando de um tipo de vidro feito com um processo químico que o tornava bastante resistente, portanto, com chances bem menores de ser quebrado ou riscado. O problema é que este tipo de material não encontrou aplicação no mercado, fazendo a Corning Glass parar de produzí-lo.
Foi assim que o Gorilla Glass apareceu como um tecnologia nova. Jobs só teve o trabalho de convencer Weeks a fabricar os vidros para o iPhone. Apesar das incertezas do dirigente da Corning Class, o primeiro lote foi entregue depois de seis meses, aproximadamente.
Atualmente, é possível encontrar a tecnologia Gorilla Glass sendo empregada em smartphones, TVs, tablets e outros dispositivos produzidos por diversos fabricantes.
Como a tecnologia Gorilla Glass não encarece de maneira significativa os produtos, adquirir um aparelho que a utilize pode realmente valer a pena.

Finalizando

Você viu ao longo do texto que a indústria tem se mostrado incansável na busca por telas que possam oferecer excelente qualidade de imagem, menor consumo de energia e custos reduzidos de fabricação. Mas, apontar qual tecnologia é a melhor depende das circunstâncias.
Por isso, independente do que você estiver pensando em comprar, o ideal é testar, se possível. Em uma loja, você pode comparar as imagens de televisores LCD ou Plasma com especificações parecidas, por exemplo. O mesmo vale para smartphones ou tablets - teste a tela e observe se você consegue utilizá-la sem dificuldade e se as imagens são satisfatórias para você. Em compras pela internet, uma boa ideia é pesquisar por opiniões sobre o produto.
Fonte: http://www.infowester.com